terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Corumbau

Corumbau, longe de tudo graças a Deus .Aqui o tempo para, tudo fica mais lento dentro de você. O barco sai no mar em busca do peixe bom, a indiazinha vende o artesanato , feito ontem para garantir a vida , do modo que êles gostam de viver, um jeito primitivo e sabio de sobrevivência, a baleia passa lá no horizonte , bem longe que para ver tem que apurar as vistas.O coqueiral se espalha no areial e o mato entorna sua nobreza, espaço índico , indigena. Corumbau é longe , mas o ceu tambem , assim como a lua e o sol , que aqui harmonizam-se todos os dias , num espetáculo de luzes e côres.No Corumbau se dorme cêdo , acorda-se cêdo tambem , tem mangaba nas estradas , delícias escorridas na boca , por todo corpo.Os passaros passam cantando por dentro da mata ,por entre as folhas e galhos , são canarios da terra, azulões , gurinhatás e seus cantos , plumagens e danças , riscando a paisagem.Corumbau é longe its a long long long way, mas o que está perto , nem sempre nos alcançam , nem nos fazem voar.

Um comentário:

Ronan disse...

Valeu Seu Fred, o mundo precisa nos conhecer.
Grande abraço,

Zé Romão, o Exú que gosta de comer cabeça de bode.