
Movimento dos barcos
Meu avô tinha um barco , que eu não me lembro o nome. Aliás foram vários barcos de cores azuis , brancos e vermelho, ficavam na Gamboa em Mar Grande durante o veraneio da família , saiamos para pescar eu ainda pequeno , com meu pai e meu avô e lembro com orgulho que meu pai trazia o motor do barco da Gamboa até a Ilhota nas costas , o que era um grande feito pois o motor pesava muito.Minha paixão por barcos segue pela vida lembro-me do barco de vovô esse amigo de longas datas, o Cabeludo , rei absoluto do Porto da Barra , todos queriam dá uma volta no Cabeludo , que era a vela .Um dos dias gloriosos do Cabeludo era a saída na Procissão do Senhor dos Navegantes , no primeiro do ano , era uma grande festa movida a cerveja e muito sol.O Cabeludo durante um tempo teve uma vela azul com gaivotas pintadas , super demais .Numa dessas Procissões lembro que víamos e demos de cara com a Galeota Gratidão do Povo , onde estava Dom Avelar Brandão Vilela e toda sua corte de padres, coroinhas, além de remadores e a imagem de Bom Jesus dos Navegantes , o Cabeludo vinha de pano aberto em direção ao cortejo , foi um Deus nos acuda , vovô que era o mestre junto com Valdir manobrando a embarcação e ela ia a toda em direção a Galeota , Dom Avelar a essa altura estava super pálido com os olhos esbugalhados , passamos rente graças as manobras da dupla de comando , Dom Avelar benzeu o Cabeludo e respirou fundo , passamos a mil e cambamos para acompanhar a procissão .Depois de tudo Valdir gritou com sua voz fina e estridente “ Manda Ogum”.
Tinha um participante constante das saídas do Cabeludo era Gijo ,também chamado de Topogijo , devido ao seu tamanho pequeno e sua barriga , por causa de alguma anomalia de infância , Gijo devia ter na época uns 25 anos mas aparentava 15.Uma vez ele saiu com uma perola , estávamos todos prontos para içar vela ai Gijo disse “Velho, quando eu crescer vou botar pra fuder” imediatamente Valdir disse “crescer pra onde gijo “ foi uma gargalhada só no barco , Nesse dia gijo não disse mais uma palavra o passeio inteiro.Tem outra de Valdir que possui um humor super sarcástico dentro da tradição do baixo sul , mais precisamente de Garapuá. Íamos todos numa viagem no Cabeludo para Garapa a saida era do Porto da Barra , uma hora em ponto , tipo logo depois do almoço , isso para quem não é acostumado a navegar é uma loucura .Na saída Vovô autoridade máxima do Cabeludo, resolveu dá carona para um grupo de mineiros , um cara e duas meninas . todo mundo ligado nos novos passageiros, saí o Cabeludo imponente pelas águas da Baía de Todos os Santos , quando entramos no oceano mesmo, as meninas começaram o enjoar e o cara para tirar uma de poderoso ficava “Relaxe, respire fundo , o mar é assim mesmo “ Valdir que estava próximo e notou que o mineiro estava começando a amarelar levantou bateu nas costas do sujeito e decretou , “Cara, levante que é sua vez de vomitar”o mineiro só deu tempo de correr para a borda do barco e botar tudo pra fora aos urros , não precisa nem dizer que a turma gritou logo “Manda Ogum”
Meu avô tinha um barco , que eu não me lembro o nome. Aliás foram vários barcos de cores azuis , brancos e vermelho, ficavam na Gamboa em Mar Grande durante o veraneio da família , saiamos para pescar eu ainda pequeno , com meu pai e meu avô e lembro com orgulho que meu pai trazia o motor do barco da Gamboa até a Ilhota nas costas , o que era um grande feito pois o motor pesava muito.Minha paixão por barcos segue pela vida lembro-me do barco de vovô esse amigo de longas datas, o Cabeludo , rei absoluto do Porto da Barra , todos queriam dá uma volta no Cabeludo , que era a vela .Um dos dias gloriosos do Cabeludo era a saída na Procissão do Senhor dos Navegantes , no primeiro do ano , era uma grande festa movida a cerveja e muito sol.O Cabeludo durante um tempo teve uma vela azul com gaivotas pintadas , super demais .Numa dessas Procissões lembro que víamos e demos de cara com a Galeota Gratidão do Povo , onde estava Dom Avelar Brandão Vilela e toda sua corte de padres, coroinhas, além de remadores e a imagem de Bom Jesus dos Navegantes , o Cabeludo vinha de pano aberto em direção ao cortejo , foi um Deus nos acuda , vovô que era o mestre junto com Valdir manobrando a embarcação e ela ia a toda em direção a Galeota , Dom Avelar a essa altura estava super pálido com os olhos esbugalhados , passamos rente graças as manobras da dupla de comando , Dom Avelar benzeu o Cabeludo e respirou fundo , passamos a mil e cambamos para acompanhar a procissão .Depois de tudo Valdir gritou com sua voz fina e estridente “ Manda Ogum”.
Tinha um participante constante das saídas do Cabeludo era Gijo ,também chamado de Topogijo , devido ao seu tamanho pequeno e sua barriga , por causa de alguma anomalia de infância , Gijo devia ter na época uns 25 anos mas aparentava 15.Uma vez ele saiu com uma perola , estávamos todos prontos para içar vela ai Gijo disse “Velho, quando eu crescer vou botar pra fuder” imediatamente Valdir disse “crescer pra onde gijo “ foi uma gargalhada só no barco , Nesse dia gijo não disse mais uma palavra o passeio inteiro.Tem outra de Valdir que possui um humor super sarcástico dentro da tradição do baixo sul , mais precisamente de Garapuá. Íamos todos numa viagem no Cabeludo para Garapa a saida era do Porto da Barra , uma hora em ponto , tipo logo depois do almoço , isso para quem não é acostumado a navegar é uma loucura .Na saída Vovô autoridade máxima do Cabeludo, resolveu dá carona para um grupo de mineiros , um cara e duas meninas . todo mundo ligado nos novos passageiros, saí o Cabeludo imponente pelas águas da Baía de Todos os Santos , quando entramos no oceano mesmo, as meninas começaram o enjoar e o cara para tirar uma de poderoso ficava “Relaxe, respire fundo , o mar é assim mesmo “ Valdir que estava próximo e notou que o mineiro estava começando a amarelar levantou bateu nas costas do sujeito e decretou , “Cara, levante que é sua vez de vomitar”o mineiro só deu tempo de correr para a borda do barco e botar tudo pra fora aos urros , não precisa nem dizer que a turma gritou logo “Manda Ogum”

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