terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Corumbau

Corumbau, longe de tudo graças a Deus .Aqui o tempo para, tudo fica mais lento dentro de você. O barco sai no mar em busca do peixe bom, a indiazinha vende o artesanato , feito ontem para garantir a vida , do modo que êles gostam de viver, um jeito primitivo e sabio de sobrevivência, a baleia passa lá no horizonte , bem longe que para ver tem que apurar as vistas.O coqueiral se espalha no areial e o mato entorna sua nobreza, espaço índico , indigena. Corumbau é longe , mas o ceu tambem , assim como a lua e o sol , que aqui harmonizam-se todos os dias , num espetáculo de luzes e côres.No Corumbau se dorme cêdo , acorda-se cêdo tambem , tem mangaba nas estradas , delícias escorridas na boca , por todo corpo.Os passaros passam cantando por dentro da mata ,por entre as folhas e galhos , são canarios da terra, azulões , gurinhatás e seus cantos , plumagens e danças , riscando a paisagem.Corumbau é longe its a long long long way, mas o que está perto , nem sempre nos alcançam , nem nos fazem voar.
Yá Olokun

Musica e Letra Fred Vieira e Mônica Millet
Gravada por Gilberto Gil cd - Parabolicamará

Ribeira eu peço licença
Pra as aguas do mar Olokun
Yá Olokun
Yê Olokun

São pontos de areia
Os destinos brilhando num só Olokun
Yá Olokun
Iê Olokun

As águas salgadas
Os homens sujaram o mar Olokun
Yá Olokun
Yê Olokun

Vamos salvar
O Dique do Tororó
Baia de Todos os Santos
Sol e areia
Êa êa êa
Perpetuar
Aqueles que nos dão
A maré vazia
E também a maré cheia
Yá Olokun
Yá Olokun
Yá Olokun
Chuva de Carnaval
Letra Fred Vieira – 01 de fevereiro de 2008

A chuva chegou
Começou o carnaval
Colorindo a cidade
Molhando a paisagem

The rain, the park and others things
Bate o tambor do Apache do Tororó
Chega a galera da Boca da Mata
No barraco e na Mansão
Todo mundo é povão

Bate essa lata, morena cor da Mata
Da Mata Escura do meu coração
Bate esse prato loirinha channel
Da Mata de São João

Quem manda no mato é Oxossi
Oxossi é caçador, Oxossi é caçador

Vou fazer minha obrigação
Minha mãe me chama
Vou cumprir todo ritual
Banho de folha
Depois carnaval

É momo é momo é momo
É Rei Momo
Quem governa as multidões
Depois dele, somos nós os foliões
Musica – Paranóia
Fred Vieira – 22/o5/1997





Paranóia
Assim eu acabo virando um cavalo de Tróia (bis)

Enquanto a terra roda no universo
Uma bomba explode no Leste Europeu
Fome no planeta Brasil
Terra pra mim a para todos
Entro no ônibus tô com medo de você
Não sei se é assalto ou novela da tv

Paranóia
Assim eu acabo virando um cavalo de Tróia (bis)

Alceu Colares, Nelson Madela, Leonel Brizola
Caetano Velloso, Itamar Assunção, Jô Soares, Madonna, Picasso, Jacques Cousteau
Cinema Blow up Cinema

Vou ao Mac Donald na Praça Vermelha, vejo o Bolshoi em Nova York
Como será liberdade em chinês
Serei comunista ou serei burguês

Paranóia
Assim eu acabo virando um cavalo de Tróia (bis)
A Pedra do Jaburú

Parece um ritual , mas é pura coincidência, uma vez por ano durante o verão , vou na Ilha. respirar a sua atmosfera lúdica , tropical e internacional .Olhei todos lugares, andei nas trilhas onde sempre andei percorri paisagens , algumas alteradas outras intactas e me deparei em especial numa situação.O cais em frente ao Clube Jaburú , continua exatamente igual como era antes, fiquei olhando aquela pedra onde toda gente sentava para conversar, a da ponta esquerda do cais, continua lá, comida nas beiradas pelo vento e o sal formando desenhos abstratos com rodeados picassianos.Pensei em sentar, não o fiz , olhei ali está um registro do nada e do tudo , da amizade e do amor , da distancia e da proximidade, da cumplicidade e da paixão , do sim e do não. Pensar uma simples pedra de cais ,que guarda historias do mar e das pessoas dentro da sua grandiosidade única de guardar a ilha da baía , de guardar segredos da Bahia.de ser pedra e nunca se perder.


Fred Vieira – verão de 2004 Mar Grande Bahia