Dizem por aí O homem que chega em casa sem um saco de pão no final do dia é um canalha, dizem que essa frase celebre é do Nelson Rodrigues, mesmo se não for , caberia no mundo rodriguiano, assim como dizem que Caetano respondendo a uma das muitas agressões marketeiras do João Gordo , disse” você é assim por minha causa, eu que inventei a coisa pop nesse país” deve ter sido , pois Caetano é foda mesmo. Pedro Álvares Cabral ao chegar no Brasil vendo as índias disse ” quanta cachopa gostosa pa” , ao deslumbrar-se com a beleza das nossas nativas.Dizem que Lula durante a campanha eleitoral , ao entrar no avião dizia” Mariza minha chinelas” pois o companheiro adora uma chinela.Tem várias estórias e historias envolvendo o João Gilberto, figura controversa e imaculada da nossa musica , entre elas tem uma super legal , durante um especial de Tv , ele contava que existia um garçom em Sampa , quando um cliente já chapado de tanto beber pedia mais uma dose o mesmo dizia “ não beba , tome um toddy”, poucas pessoas conhecem esse lado do humor de João , que é singular como tudo em seu universo Tem aquela do famoso Prefeito do interior da Bahia , a praça lotada , todo mundo reunido o microfone já todo cuspido dos discursos dos antecessores , entra a estrela da noite o Prefeito é claro , que começa seu discurso dizendo , essa rua que agora estamos inaugurando foi eu quem a aterrola , eu quem a calçoula e também a asfaltola , nessa altura todas famílias de bem do local correram para suas casas , indiguinadas com o discurso erótico do mandatário do município , não sabendo que quem foi mais aviltada foi a pobre língua portuguesa. Perdoe Camões eles não sabem o que dizem Tem uma banca no Shopping Barra , logo na entrada principal , que possui um aviso super hiper estranho, ao perceber fui aos poucos me aproximando sem acreditar no que estava vendo , mas olha que eu confirmei , imaginem em pleno Brasil e na Bahia , estava escrito no aviso em letras garrafais “é proibido ler” lógico que fui falar com o vendedor e o mesmo respondeu-me , que a galera fica foliando as paginas das revistas sem pagar , imaginem , num País que tem menos livraria que Buenos Aires, o que isso representa.As pessoas não podem degustar , as revistas e jornais, isso é uma imoralidade.O Ministério da Cultura deveria de alguma forma, criar uma campanha de incentivo a folinhagem, ou seja todos podemos folinhar a vontade em bancas , livrarias e afins , seria uma degustação cultural , acessível e o mais legal , de graça.
